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Por que “Projeto Rama”?

Por que “Projeto Rama”?
Existem várias respostas para esta pergunta. A primeira talvez seja que o arcabouço inicial, a iniciativa que nos anima hoje tenha tomado forma, amadurecido mais com os erros que com os acertos da experiência que alguns de nós, integrantes deste núcleo básico, acumulou nas práticas e experiências de contato com representantes de civilizações extraterrestres, conduzidas por quase duas décadas na “Missão Rama do Brasil”, até o ano de 1994, e depois, no “Projeto Amar”, até 2001. Esta experiência condicionou muito de nossa personalidade e experiência de vida, nos colocou juntos e não pode ser lembrada apenas naquilo que gerou de desacerto ou mágoas, mas principalmente como contributo para o que somos hoje e para a maturidade que acreditamos ter para com os ideais e objetivos pretendidos à época:
“No caso particular do antigo nome Rama, o mesmo possui um significado que traduzia o objetivo original da missão, pois, segundo os extraterrestres, o homem atual é o HOMEM-RAMA, isto é, um ser em total oposição à sua verdadeira natureza, ao papel que estaria a cumprir na sua relação com o Universo. Este homem vive contrariamente ao objetivo da sua criação, pois sua relação com o meio deveria ser complementar, integrada e construtiva. Ao se inverter a palavra Rama, surge AMAR. Isto quer dizer que, ao ampliar a sua consciência, o homem compreenderá que, valorizando o meio em que vive, respeitando as oportunidades dos outros e respeitando a si próprio, poderá continuar a progredir, garantindo um espaço agradável e estável para isso. Somente através do amor, isto é, do respeito e da renúncia, o ser humano estará garantindo a sua continuidade.
Podemos finalmente definir o momento Rama como a proposta na qual foi ofertada ao homem a condição de elevar seu estado de consciência, ampliar seu campo de visão, percepção e conhecimento de si mesmo e da sua relação com o meio. Inclusive, como sendo a oportunidade de descobrir o papel que sua existência cumpre neste Universo. E o seu desdobramento, o que devemos chamar de o momento Amar, pode ser definido como o instante da vivência concreta e prática dessa condição de consciência. Isto é, enquanto o momento Rama nos brindava a oportunidade da mudança através da consciência, o momento Amar nos oferta a vivência prática dessa consciência. O instante do processo Amar já não se reporta apenas à mudança, mas ao exercício prático da vivência e da realização no dia-a-dia desta reformulação interior.”
extraído do Guia de Práticas Missão Rama/Projeto Amar, 1993
Deste ponto de vista e passados tantos anos, reconhecemos que talvez somente agora possamos efetivamente tentar sair da “fase Rama”, do engano da visão invertida, autocêntrica e insustentável do ponto de vista do ecossistema planetário e cósmico. Este é o "Projeto."
Uma outra resposta invoca o fato de que as duas partículas “RA” e “MA”, estão associadas em muitas línguas antigas, respectivamente à ação de “iluminar, irradiar, aos fenômenos solares que facultam a dadiva da Vida” e a capacidade de gerar a Vida, o dom da maternidade, a condição genitora. Lembramos que divindades celeste, benfeitoras à humanidade, como ViRAcocha, o deus solar e Mamaoclo, como a genitora da humanidade, para os povos do altiplano andino, ou ainda (Ma)ria, mães de Jesus, na tradição cristã. Ou ainda, o próprio RA, e o seu disco solar, para a cultura egípcia, reúnem os princípios masculinos e femininos materializados na realização da humanidade.
E ainda, numa outra resposta, lembramos de RAMA, o terceiro avatar de Vishnu, o preservador na trindade Hindu, que é o protagonista do épico védico Ramayana, de quase cinco mil anos de antiguidade.
“Rama (no devanágari: राम), na mitologia hindu, é considerado um dos avatares do deus Vishnu. A ele é dedicado o poema sagrado Ramayana, que juntamente com o Mahabatara, compõem as mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da cultura védica. Ramachandra significa a fonte do todo o prazer que é comparado a Chandra, a Lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra. A vida e a jornada de Rama são baseadas na aderência perfeita ao Dharma (realização perfeita do Karma). Pela honra do seu pai, Rama abandona a sua pretensão ao trono de Kosala para ficar em exílio por catorze anos na floresta, o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Sua saga está descrita na epopeia literário-religiosa do Ramáyana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Recebeu ajuda de Hanumam nesta empreitada.”
(fonte Wikipédia)
Não podemos esquecer também, a saga “Rama”, escrita nos anos setenta do século XX, por Arthur C. Clark, onde relata a chegada e o contato com a primeira nave extraterrestre que vai desempenhar um papel importante para o futuro da humanidade.
E o conceito de “Projeto”, na sua origem latina (projectar), significa “lançar para adiante, arremessar para o futuro”. Assim, num sentido livre, Projeto Rama, significaria:
“Agir agora, refletindo sobre erros, conflitos e desafios visando o futuro, irradiando, iluminando a mãe genitora (Gaia, a Terra), para a plena realização da VIDA.”

Histórico de "Rama"


